sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"O valioso tempo dos maduros"

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, que não se encanta com triunfos, que não se considera eleita antes da hora, que não foge de sua mortalidade, Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade!
O essencial faz a vida valer à pena. E para mim, basta o essencial!
Mário Pinto de Andrade
Escritor e político angolano, de nome completo Mário Coelho Pinto de Andrade.
(1928-1990)

REFLITA

"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." (Jean Piaget)

Sugestões Criativas nas Práticas de Sala de Aula
• Caixa Lúdica; Mala das novidades;
• Colher de pau como fantoche; Livros gigantes;
• Problemoteca; Caixa de leiturinha;
• Lúdico com fantasias na apresentação de histórias;
• Músicas para fixação dos conteúdos;
• Dedoches para trabalhar: adjetivos, plural, singular e outros;
• Almofadas alfabéticas; Texto ou música fatiada;
• Maquina de fotografia para ampliação de vocabulário;
• Varal de palavras; Poeminhas; Lápis gigante;
• Dominó de caixas com palavras e frases;
• Projetos ; Fantoches;
• Bingo com letras cortadas de jornais e revistas;
• Caixa de ovos para o alfabeto; Cartas de alfabeto;
• Quebra-cabeça com sucata formando palavras, frases e textos;
• Perfuração do Alfabeto; Alinhavo;
• Pintura a dedo; Releitura de quadros de pintores famosos;
• Adesivos; Álbum de figurinhas;

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Matriz de Referência: organização de descritores e a utilização didática.



As matrizes de referência são equivalentes às matrizes curriculares?
As matrizes de referência não podem ser confundidas com as matrizes curriculares, pois não englobam todo o currículo escolar. Também não podem ser confundidas com procedimentos ou estratégias de ensino.
Para elaborar as matrizes de referência, foi feito um recorte com base no que pode ser aferido por meio dos instrumentos utilizados no Saebe na Prova Brasil.
As matrizes de referência estão subdivididas em tópicos ou temas e estes, em descritores. Cada descritor é uma associação entre conteúdos curriculares e operações mentais desenvolvidas pelos alunos que traduzem certas competências e habilidades.
Os descritores, portanto, especificam o que cada habilidade implica e são utilizados como base para a construção dos itens de testes das diferentes disciplinas.
Cada descritor dá origem a diferentes itens e, a partir das respostas dadas a eles, verificam-se quais habilidades os alunos efetivamente desenvolveram.



Fonte de Pesquisa: Elaboração de Itens para o ENEM – Col. Moderno.

Preparando o aluno a avaliação externa a partir da metodologia de sala de aula.




Avaliação Externa? Matriz de Referência? Descritores? Item?
Essas são as “questões” que mais preocupam os profissionais da educação. Qual a resposta certa, “o gabarito” para esta preocupação toda?
a) ( ) o livro didático
b) ( ) a família
c) ( ) a metodologia
d) ( ) a escola
Embora os distratores não estejam totalmente errados, este item “mal elaborado”, deveria ter como resposta correta a letra “c”, metodologia.
Por que Metodologia?
Os professores realizam seu trabalho ora com a certeza de um caminho certo, ora pensando que o que já faziam não está valendo.
Trabalhar com descritores não é totalmente diferente da prática que vem sendo realizada nos conteúdos de nossas escolas; o que torna “diferente” e “atrativo” é o novo “olhar”, um olhar reflexivo, trabalhando as habilidades dos alunos, o que não resulta somente numa apreensão de assuntos e sim, numa mudança de comportamento, a aquisição de novas competências.
Então, partindo deste “olhar”, concluímos que a metodologia é a base. “Devemos preparar o aluno para a Prova Brasil!” – este é o chamamento. Mas, se os assuntos pedagógicos e as matrizes de referência já estão sendo trabalhadas, “ensinados” e “apreendidos”, está faltando adaptar o aluno ao novo tipo de atividade, o “item”.
Nos planejamentos utilizamos várias atividades e exercícios, como: marque, copie, pinte, responde, relacione, complete, entre outros. Agora vamos acrescentar na prática de sala de aula atividades mais reflexivas e reelaboradas o “item”; utilizando enunciado, suporte, comando, gabarito e distratores, com o objetivo de familiarização e o exercício da reflexão.
Pois, às vezes, o resultado na “prova” não é satisfatório pelo tipo de questão, o educando não trabalhou durante as aulas com os itens, então a prova torna-se difícil pelo desconhecido da atividade.
Quando coloco que a resposta da preocupação está na metodologia, é porque o fundamental os professores já favorecem, que é a aprendizagem, apenas vamos “temperar” a prática de sala de aula com a aplicabilidade do item.
Com certeza, colheremos resultados mais significativos.



Por: Alessandra Caldeira da Costa
http://saberativo.blogspot.com
Psicopedagoga e Diretora Pedagógica da EducMAIS Consultoria & Treinamentos

quarta-feira, 13 de julho de 2011

E agora... concordas ou discordas???

Sobre ... Amanda Gurgel

O PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais fez hoje à noite a entrega do 19º Prêmio Brasileiros de Valor 2011 – Por um Brasil Ético e Eficiente. Eleita como “Educadora de Valor”, pela “manifestação contra a incúria do governo em relação à educação e aos maus tratos aos seus protagonistas, demonstrando corajosamente toda a sua indignação aos governantes”, a professora Amanda Gurgel recusou a distinção.
Em carta, Amanda Gurgel explica seus motivos. Confira:
“Natal, 02 de julho de 2011
Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,
Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”. A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.
Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.
A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficie nte e sem perder de vista sua finalidade.
Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.
Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.
Saudações,
Professora Amanda Gurgel”.