quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!


Que Deus os abençoe grandemente! Que 2010 traga imensas realizações! Sucesso!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Substantivos - atividades para 2°ano




Proposta de atividade para turma de 2° ano.
Assunto: Substantivo

1°) Apresentação da caixa de presente.
Questionando: O que será que há na caixa?
Pedir que cada aluno desenhe o que acreditar ter na caixa de presente.
2°) Formação de painel: colar na cartolina cada desenho, escrevendo ao lado o nome deste desenho.
Explorando o conceito de substantivo e os substantivos simples.
3°) Propor a turma que identifiquem a quem dariam este presente especial.
Realizando a identificação dos substantivos próprios.
4°) Mas na caixa, o que será que tem?
Realizar uma brincadeira com cantiga para descobrirem o que há na caixa. Ao abrir a caixa, entregar a cada aluno um cartão de Natal para que façam uma mensagem especial a um colega. Após a troca de cartões cada aluno identificará na mensagem a presença de substantivos próprios e comuns, copiando cada lista no caderno.

domingo, 1 de novembro de 2009

O problema não é meu.

Este vídeo aborda uma triste realidade da convivência em grupo e a necessidade de aprendermos a trabalhar em equipe. Reflita!!!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Estimulantes Pedagógico





Leia com atenção antes de usar.

COMPOSIÇÃO

Esse medicamento contém, em alta concentração, substâncias essenciais para se manter a capacidade de educar com amor, humildade, dedicação, alegria, paciência, persistência e sabedoria.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

O início da ação do Estimulante Pedagógico ocorre tão logo comece o início do tratamento. Através da sua fórmula conseguimos resultados fantásticos que agem diretamente no CORAÇÃO, despertando um irresistível desejo de buscar, a cada dia, o aprimoramento da prática pedagógica. A continuidade do tratamento traz mudanças profundas, desenvolvendo a fé e a confiança enquanto peça fundamental de sua própria vida.

INDICAÇÕES

É indicado para pessoas que desistiram de sonhar ou que querem renovar os sonhos e a esperança em si próprias e na capacidade de ser peça fundamental na construção de um mundo melhor.

CONTRA –INDICAÇÕES

Nem a mais avançada ciência é capaz de apontar contra-indicação para o amor, a sabedoria, a dedicação e a paciência.

PRECAUÇÕES

Mantenha esse medicamento ao alcance de todas as pessoas para que possam ser contagiadas. Mantenha também ao alcance de todas as crianças. Não há prazo determinado para a validade, pode ser utilizado por toda a vida e sem o conhecimento do seu médico.

POSOLOGIA

Adultos – 01 drágea por dia ao acordar ou, se preferir, tomar todas as drágeas em dose única. O resultado será surpreendente. Crianças – O tratamento deverá ser acompanhado pelos pais. Muito sorriso, muito carinho, estímulo constante aos seus sonhos e criatividade fazem parte do tratamento.

A FÓRMULA DO SUCESSO ESTÁ EM NOSSAS MÃOS ...

sábado, 17 de outubro de 2009

O TRABALHO MEDIADOR NA ÁREA DA PSICOPEDAGOGIA

Vários estudos são desenvolvidos pela necessidade e busca de conhecer a criança, sua maturação e estrutura do processo de aprendizagem, como também, “ousar”, auxilia-la de forma clara e objetiva de acordo com a real situação de faixa etária e maturação.
Pensando nisto, a intervenção psicopedagógica precisa mostrar-se através de uma mediação adequada podendo contribuir para que o aprendiz consiga refletir sobre sua ação e possa, portanto, modificá-la.
A mediação deve ser compreendida como uma intervenção que o auxilia a utilizar conhecimentos potenciais, e neste momento, se dá a importância da aplicação das provas Piagetianas para conhecer a criança e poder atendê-la dentro da sua necessidade.
Na intervenção psicopedagógica há necessidade de fazer uma “escuta” apurada que permita compreender o percurso do aprendiz na relação com a tarefa, como também, torna-se fundamental o espaço para brincar; essencial no desenvolvimento infantil.
E através deste brincar, do manuseio de objetos concretos, enfim, das provas Piagetianas é que permite uma prática bem sucedida.

“As operações lógicas só se constituem e adquirem suas estruturas de conjunto em função de um certo exercício, não somente verbal, mas sobretudo e essencialmente relacionado a ação sobre objetos e à experimentação: uma operação é uma ação propriamente dita, mas interioriza e coordenada com outras ações do mesmo tipo segundo estruturas específicas de composição. Por outro lado, operações não são absolutamente apanágio do indivíduo isolado e presumem, necessariamente, a colaboração e o intercâmbio entre indivíduos.”(Piaget)

A psicopedagogia surge para atender as crianças e que por diferentes fatores estão excluídos ou se excluem eles mesmos do sistema educacional. As dificuldades de aprendizagem aparecem especificamente na área da linguagem ou cálculo, ou na relação com a aprendizagem, o que contribui para que o aprendiz não consiga acompanhar o processo educacional.
Num primeiro momento, a intervenção psicopedagógica clínica esteve voltada para a busca e o desenvolvimento de metodologias que melhor atendessem aos portadores de dificuldades, ou seja, aos excluídos, tendo como principal objetivo fazer a reeducação ou remediação e, desta forma, promover o desaparecimento do sintoma.
A partir do momento em que o foco de atenção passa a ser a compreensão do processo de aprendizagem e a relação que o aprendiz estabelece com a mesma, o objeto da psicopedagogia passa a ser mais abrangente: a metodologia é apenas um aspecto no processo terapêutico. Mais do que tudo, nosso principal objetivo como psicopedagogos clínicos é a investigação da etiologia (origem) da dificuldade de aprendizagem bem como a compreensão do processamento da aprendizagem considerando todas as variáveis que intervêm neste processo o que nos auxilia com a utilização das Provas Piagetianas.
A intervenção psicopedagógica tem como principal meta contribuir para que o aprendiz consiga ser um protagonista não só no espaço educacional, mas na vida em geral.

UMA “LUZ” DOS CONCEITOS DE FREUD À PRÁTICA DE PSICOPEDAGOGIA

A premissa fundamental da psicanálise compreendida na divisão do psiquismo em o que é consciente e o que é inconsciente, constitui um olhar mais apurado para a área da psicopedagogia, no que diz respeito à compreensão do sujeito, de como se manifesta externamente.
O aparelho psíquico (id, ego e superego) garante o estudo individual do ser humano; base importante para chegar a conclusão de como o indivíduo apresenta, de como pode construir conhecimento.
No estudo das manifestações sexuais da infância, Freud revelou os caracteres essenciais do instinto sexual, mostrando o curso do seu desenvolvimento e a maneira pela qual ele se estrutura, a partir de vários pontos. O que fundamenta a compreensão de alguns distúrbios de aprendizagem observados pela psicopedagogia.
A psicanálise Freudiana nos oportuniza pressupostos teóricos que podem ser aplicados em diferentes áreas de conhecimentos, na contribuição para a compreensão do desenvolvimento e sua aplicabilidade na educação. Servindo-se desses conhecimentos, na profissão de psicopedagogo, demonstra-se uma melhor atuação e podendo encontrar nos mesmos um eixo facilitador para contribuir mais cientificamente para um estudo e compreensão mais globalizadora.

Um edifício chamado conhecimento.

O mestre sabe tudo

Filósofos e pesquisadores procuram explicar, de diferentes maneiras, como o ser humano atinge o conhecimento, como adquire a linguagem, desenvolve o pensamento.
Bacon, Locke e Hume, filósofos empiristas, acreditavam que o conhecimento se forma na mente do indivíduo principalmente por meio da informação sensorial: tudo passa pelos sentidos.
Para os empiristas, de início a mente estaria vazia como um espaço em que as experiências poderiam ir sendo impressas. Com base nessas idéias é que se considera a mente da criança uma folha de papel em branco, na qual o professor pode escrever o que desejar. Idéia semelhante é a que compara a mente da criança a uma massa bruta e o professor é um artista capaz de moldar caracteres de acordo com sua vontade.
A forma empirista de pensar tem levado muitos professores a tratar o aluno como aquele que nada sabe, tem a mente vazia, enquanto ele, o professor, é o que sabe o possuidor do saber.
Assim é o mestre que escolhe o que, como e quando ensinar. Ele “dá a matéria”. O aluno recebe.
O conhecimento, desse modo, se torna algo estático, que pode ser estocado e que será transmitido para o aluno, o sujeito passivo.
Como não é possível “despejar” tudo de uma vez, o professor vai ministrando o conteúdo aos poucos, cabendo ao aluno ir armazenando os tópicos recebidos para depois reproduzi-los, principalmente nos exercícios e nas provas.
O ensino, nesse caso, está centrado na palavra e nos símbolos, e não na interpretação, no raciocínio e na compreensão. Ensina-se por meio de perguntas e respostas que devem ser sempre aquelas que o professor espera. Valoriza-se o produto, reforçando-se a repetição, a cópia, a memorização e a fixação de conteúdos.

Uma das mais sérias consequências políticas da aplicação de concepções empiristas na escola tem sido a formação de sujeitos passivos diante dos conhecimentos, dos fatos e da sociedade.
Outro aspecto preocupante é que o ensino torna-se quase sempre cansativo, desestimulador, rotineiro, descontextualizado, isto é, desligado da realidade social, o que pode resultar em massificação, anulação de pensamento divergente e da criatividade.


Capacidades Inatas

Em contraposição à teoria empirista, filósofos racionalistas, como Descartes e Leibniz, afirmavam que o conhecimento é resultante da razão pura. Para eles, nem sempre somos capazes de perceber tudo por meio dos sentidos, pois podemos ter ilusões perceptivas.
Além disso, conhecimentos abstratos, como os conceitos matemáticos, são baseados no raciocínio, e não em informações sensoriais. A capacidade de conhecer seria inata, isto é, o sujeito já nasceria com a capacidade de raciocínio. O conhecimento estaria, portanto, pré-formado na mente.
O professor que adota rigidamente esses conceitos desconsidera as possibilidades de desenvolvimento cognitivo oferecidas pelo meio. Para ele, o aluno nasceu ou não com a capacidade de conhecer.
Na prática, um dos resultados do trabalho pedagógico baseado no racionalismo e no inatismo tem sido condenar ao fracasso os alunos que não demonstram já saber desde os primeiros dias de aula a linguagem, os valores e os conhecimentos prévios considerados corretos e adequados pela instituição escolar.
Como poucos demonstram essa competência, a grande maioria enfrenta dificuldade no processo escolar, principalmente os alunos provenientes das camadas mais pobres da população, quase sempre estudantes de escolas públicas, de periferia ou de zona rural.
Outro aspecto político preocupante é o fato de se manter a formação de uma elite privilegiada que detém o saber e o poder. Com isso, continua-se a oferecer uma escola pobre para os pobres.

Piaget: em busca de sujeitos ativos

Sintetizando concepções empiristas e racionalistas, Jean Piaget tenta explicar o conhecimento como um processo de interação entre o que está fora do indivíduo e o que ocorre dentro dele. O conhecimento é construído e desconstruído a todo o momento.
Piaget demonstra, por exemplo, que numa experiência de despejar um líquido de um recipiente largo para um recipiente estreito, uma criança, utilizando apenas os sentidos, irá dizer que a quantidade de líquido no recipiente estreito é maior. O pensamento de que, se nada foi acrescentado ou derramado, a quantidade continua a mesma, envolve um raciocínio que vai além da percepção sensorial. Para raciocinar sobre a conservação do líquido, não basta ver a ação de despejá-lo de um recipiente para o outro. É preciso também comparar os recipientes e estabelecer uma relação lógica entre a diferença observada e a quantidade de água despejada.
Quando a relação lógica é estabelecida, a criança não sente necessidade de comprovar seu ponto de vista Mas se, ao contrário, ela ainda não compreende logicamente a ação percebida, tem necessidade de realizar inúmeras experiências, para reafirmar sua percepção empírica.

Por uma teoria do conhecimento

O professor que utiliza os princípios de Piaget em seu trabalho considera o aluno como um sujeito ativo, capaz de estabelecer relações lógicas, isto é, capaz de pensar, raciocinar, construir internamente o seu conhecimento, o que requer experiências, vivências, interação da criança com tudo aquilo que ela deseja conhecer. Suas ações devem estar voltadas para a necessidade lógica de antecipar idéias (formular hipóteses), comparar, comprovar percepções, tirar conclusões. Para isso, não basta manipular objetos!
Além da experiência com o concreto, é preciso que a criança pense sobre suas ações, estabeleça relações lógicas. Ao seriar, classificar ou agrupar objetos, por exemplo, ela pode ser incentivada a explicar como pensou o que fez o que aconteceu.
Assim, a prática construtiva está voltada para a operatividade do aluno, isto é, para o desenvolvimento de seu raciocínio. É o mecanismo por meio do qual o sujeito incorpora um conhecimento novo a seus conhecimentos anteriores, utilizando-se de esquemas mentais já construídos e que vão sendo modificados pela assimilação de novos conhecimentos.
Ao interagir com um novo objeto do conhecimento, o indivíduo modifica-se, acomodando suas estruturas, isto é,transforma conceitualmente os objetos e transforma a si mesmo (porque altera seu esquema mental).
Uma criança que ainda não sabe ler, por exemplo, ao interagir com textos não discrimina os sinais gráficos. Todos lhe parecem iguais, ela não relaciona os símbolos com a fala. Conforme vai assimilando percepções e estabelecendo relações lógicas, porém, começa a ver o texto de forma diferente. Agora, o significado do texto é outro, isto é, o objeto foi modificado em seu ponto de vista, e a criança também se modificou, porque tem um novo esquema mental em relação a ele. Já é capaz de estabelecer relações entre sinais gráficos e som da fala, já sabe dar significado ao texto – já sabe ler.


Importância da Psicogênese

Para chegar a esse processo de adaptação em relação ao conhecimento do texto, a criança passa por muitos momentos de dúvida, incerteza, confusão – momentos que Piaget define como conflitos.
A psicogênese serve como ponto de partida, como indicador de interferências e mediações do professor, e não para classificar crianças segundo sua capacidade e desempenho, centrando o trabalho pedagógico quase exclusivamente no desenvolvimento intelectual.
Uma preocupação excessiva com o cognitivo, com o crescimento individual do sujeito, pode desqualificar aspectos fundamentais como a afetividade, a criatividade, o desejo, o prazer, a fantasia e a necessária relação do conhecimento com o contexto sociocultural do sujeito.
A teoria de Piaget oferece ao professor uma compreensão do processo de formação do conhecimento científico e dos limites e possibilidades individuais da criança, mas é preciso levar em conta que as condições de vida, a cultura e o meio social também interferem na forma de perceber e de interpretar a realidade e, portanto, na relação com o conhecimento.
É preciso atenção às possibilidades e limites de aplicação da teoria piagetiana.



Texto retirado da apostila de formação de professores do Colégio Espírito Santo – Bagé, RS.

Conquistas e desafios

sábado, 10 de outubro de 2009

Dia da Criança - "Criança símbolo de amor e fé".


A Lógica De!

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples: - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.

Albert Einstein

Dia do Professor


Oração do Professor

Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar
e por fazer de mim um professor no mundo da educação.


Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.


São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na graça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.


Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também
o sofrimento que me fez crescer e evoluir.


Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.


Senhor!
Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.


Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho .


Obrigado, meu Deus,
pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.

Amém!
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Autor: desconhecido

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


Professores de Pacajús.

Nosso encontro foi maravilhoso!
Fechamos a etapa de 2009, mas, com certeza, abriremos novas portas em 2010.
Um abraço carinhoso!

Há! Combinaremos um encontro ainda este ano só para festejarmos as conquistas.

Beijocas a todos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Educação e autoridade



"Um não na hora certa é necessário, e mais que isso: é saudável e prepara bem mais para a realidade da vida"

Antes de uma palestra sobre Educação para algumas centenas de professores, um jornalista me indagou qual o tema que eu havia escolhido. Quando eu disse: Educação e Autoridade, ele piscou, parecendo curioso: "Autoridade mesmo, tipo isso aqui pode, aquilo não pode?". Achei graça, entendendo sua perplexidade. Pois o tema autoridade começa a ser um verdadeiro tabu entre nós, fruto menos brilhante do período do "É proibido proibir", que resultou em algumas coisas positivas e em alguns desastres – como a atual crise de autoridade na família e na escola. Coloco nessa ordem, pois, clichê simplório porém realista, tudo começa em casa.

Na década de 60 chegaram ao Brasil algumas teorias nem sempre bem entendidas e bem aplicadas. O "é proibido proibir", junto com uma espécie de vale-tudo. Alguns psicólogos e educadores nos disseram que não devíamos censurar nem limitar nossas crianças: elas ficariam traumatizadas. Tudo passava a ser permitido, achávamos graça das piores más-criações como se fossem sinal de inteligência ou personalidade. "Meu filho tem uma personalidade forte" queria dizer: "É mal-educado, grosseiro, não consigo lidar com ele". Resultado, crianças e adolescentes insuportáveis, pais confusos e professores atônitos: como controlar a má-criação dos que chegam às escolas, se uma censura séria por uma atitude grave pode provocar indignação e até processo de parte dos pais? Quem agora acharia graça seria eu, mas não é de rir.


Gente de bom senso advertiu, muitos ignoraram, mas os pais que não entraram nessa mantiveram famílias em que reina um convívio afetuoso com respeito, civilidade e bom humor. Negar a necessidade de ordem e disciplina promove hostilidade, grosseria e angústia. Os pais, por mais moderninhos que sejam, no fundo sabem que algo vai mal. Quem dá forma ao mundo ainda informe de uma criança e um pré-adolescente são os adultos. Se eles se guiarem por receitas negativas de como educar – possivelmente não educando –, a agres-sividade e a inquietação dos filhos crescerão mais e mais, na medida em que eles se sentirem desprotegidos e desamados, porque ninguém se importa em lhes dar limites. Falta de limites, acreditem, é sentida e funciona como desinteresse.

Um não é necessário na hora certa, e mais que isso: é saudável e prepara bem mais para a realidade da vida (que não é sempre gentil, mas dá muita porrada) do que a negligência de uma educação liberal demais, que é deseducação. Quem ama cuida, repito interminavelmente, porque acredito nisso. Cuidar dá trabalho, é responsabilidade, e nem sempre é agradável ou divertido. Pobres pais atormentados, pobres professores insultados, e colegas maltratados. Mas, sobretudo, pobres crianças e jovenzinhos malcriados, que vão demorar bem mais para encontrar seu lugar no grupo, na comunidade, na sociedade maior, e no vasto mundo.

Não acho graça nesse assunto. Meus anos de vida e vivência mostraram que a meninada, que faz na escola ou nas ruas e festas uma baderna que ultrapassa o divertimento natural ao seu desenvolvimento mental e emocional, geralmente vem de casas onde tudo vale. Onde os filhos mandam e os pais se encolhem, ou estão mais preocupados em ser jovenzinhos, fortões, divertidos ou gostosas do que em ser para os filhos de qualquer idade algo mais do que caras legais: aquela figura à qual, na hora do problema mais sério, os filhos podem recorrer porque nela vão encontrar segurança, proteção, ombro, colo, uma boa escuta e uma boa palavra.

Não precisamos muito mais do que isso para vir a ser jovens adultos produtivos, razoavelmente bem inseridos em nosso meio, com capacidade de trabalho, crescimento, convívio saudável e companheirismo e, mais que tudo, isso que vem faltando em famílias, escolas e salas de aula: uma visão esperançosa das coisas. Nesta época da correria, do barulho, da altíssima competitividade, da perplexidade com novos padrões – às vezes confusos depois de se terem quebrado os antigos, que em geral já não serviam –, temos muita agitação, mas precisamos de mais alegria.


Por:
Lya Luft (escritora)

Relembrando conceitos...

Texto informativo:

Alguns comentários sobre os Níveis de Escrita.

Na perspectiva dos trabalhos desenvolvidos por Ferreira, os conceitos de prontidão, imaturidade, habilidades motoras e perceptuais, deixam de ter sentido isoladamente como costumam ser trabalhados pelos professores.
Estimular aspectos motores, cognitivos e afetivos, é importante, mas, vinculados ao contexto da realidade sócio-cultural dos alunos.
Para Ferreira, "hoje a perspectiva construtivista considera a interação de todos eles, numa visão política, integral, para explicar a aprendizagem".
O problema que tanto atormenta os professores é o dos diferentes níveis em que normalmente os alunos se encontram e vão se desenvolvendo durante o processo de alfabetização, assume importante papel, já que a interação entre eles é fator de suma importância para o desenvolvimento do processo.
Os níveis estruturais da linguagem escrita podem explicam as diferenças individuais e os diferentes ritmos dos alunos. Segundo Emilia Ferreiro é:

1) Nível Pré-Silábico - não se busca correspondência com o som; as hipóteses das crianças são estabelecidas em torno do tipo e da quantidade de grafismo. A criança tenta nesse nível:
Diferenciar entre desenho e escrita
Utilizar no mínimo duas ou três letras para poder escrever palavras
Reproduzir os traços da escrita, de acordo com seu contato com as formas gráficas (imprensa ou cursiva), escolhendo a que lhe é mais familiar para usar nas suas hipóteses de escrita.
Percebe que é preciso variar os caracteres para obter palavras diferentes.

2) Nível Silábico - pode ser dividido entre Silábico e Silábico Alfabético:
Silábico - a criança compreende que as diferenças na representação escrita estão relacionadas com o “som” das palavras, o que a leva a sentir a necessidade de usar uma forma de grafia para cada som. Utiliza os símbolos gráficos de forma aleatórias, usando apenas consoantes, ora apenas vogais, ora letras inventadas e repetindo-as de acordo com o número de sílabas das palavras.
Silábico- Alfabético- convive as formas de fazer corresponder os sons às formas silábica e alfabética e a criança pode escolher as letras ou de forma ortográfica ou fonética.

3)Nível Alfabético - a criança agora entende que:
A sílaba não pode ser considerada uma unidade e que pode ser separada em unidades menores
A identificação do som não é garantia da identificação da letra, o que pode gerar as famosas dificuldades ortográficas.
A escrita supõe a necessidade da análise fonética das palavras .



"Analisar que representações sobre a escrita que o estudante tem é importante para o professor saber como agir", afirma Telma Weisz, consultora do Ministério da Educação e autora de tese de doutorado orientada por Emília Ferreiro. "Não é porque o aluno participa de forma direta da construção do seu conhecimento que o professor não precisa ensiná-lo", ressalta. Ou seja, cabe ao professor organizar atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende.


"... A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis,
dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam,
há uma criança que pensa" (Emília Ferreiro)

Seja amigo de uma árvore


21 de setembro – Dia da árvore


Seja amigo de uma árvore
Tome conta direitinho
Abrace e brinque com ela
Conte a ela um segredinho
Vocês vão crescendo juntos
Duas vidas paralelas
Ela é a sua árvore
Você é a criança dela
Ela é a sua árvore
Você é a criança dela
Acompanhe o que acontece
Com a água, carinho e amor
As frutas são mais gostosas
As flores mais perfumadas
E o ar tem mais frescor.


Turma da Mônica
Composição: Marcio Araujo / Yara Maura

domingo, 13 de setembro de 2009

Sincronia

A sincronia é tudo... Para qualquer tipo de profissão o trabalho em equipe deve contar com uma cumplicidade, estarem no ritmo, em sincronia. Na basta cada componente desempenhar sua tarefa, é preciso estar conectado com o grupo. Não somos uma ilha! Sozinho alcançamos alguns objetivos, mas não grandes metas. Visualizando no sentido educacional, a escola deve ser vista como uma equipe com metas comuns a seus membros, com a cumplicidade necessária para que os parceiros se ajudem diante dos desafios e vibrem com as várias conquistas. Bom trabalho! Ale

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ser criança...

Ser criança é sempre ver o lado positivo da vida.
É ter a imaginação fértil, é gostar de ver televisão, é correr, é brincar.
Ser criança é não se preocupar com o dia seguinte, é não ter contas para pagar.
Ser criança é criar um mundo só seu, sem defeitos, com muita guloseima e muitos bichinhos de estimação.
Ser criança é chegar do colégio e jogar as meias e a mochila em qualquer lugar e não se importar muito com a bronca dos pais.
Ser criança é comer pipoca, é levantar tarde, é lambuzar a cara comendo chocolate, é tirar meleca do nariz sem se importar com ninguém, é falar errado, é rir, rir alto, é cantar, é ver o céu sempre azul, é estar sempre com as roupas sujas, é querer comer sempre no Mcdonalds, é viver cada minutinho de sua vida aproveitando o que ela tem de melhor.
Ser criança é ter medo do bicho-papão, é correr e se esconder atrás das portas, é esperar pelo presente do Papai Noel... Ser criança é uma brincadeira sem fim.
Ser criança é depois de um dia atarefado, deitar no colinho dos pais e adormecer, feito um anjinho, tendo a certeza de que eles sempre estarão ali do seu lado, para protegê-la e amá-la e ainda acreditar que o outro dia será sempre melhor que o anterior.

Vamos deixar a criança que existe em cada um de nós brincar com nossos filhos...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009


“Brincar é a mais elevada forma de pesquisa”.
(Albert Einstein)

Família e Escola


Participação dos pais é essencial para o desenvolvimento escolar da criança.

A sociedade atualmente tem passado por várias mudanças decorrentes de tantas informações e avanços tecnológicos, o que repercutiu sobre a configuração da família e o processo de interação dessa com a escola. Entretanto, a atuação dos pais na educação é essencial para o desenvolvimento da criança na escola.

O papel principal dos pais na educação é proporcionar espaço para que essa aconteça, ou seja, permitindo que ocorra e seja presente no contexto familiar, escolar ou qualquer outro onde haja interação social.

O papel de educar deve ser iniciado na família e se estender na escola, uma vez que os conceitos e valores que norteiam a criança durante a vida são transmitidos pelos pais. Se a criança chega à escola sem o discernimento entre o bem e o mal que proporciona o bom convívio, a atuação dos professores pode ficar comprometida, no sentido de precisar desenvolver a educação que deveria começar na família.

É indispensável que família e escola sejam parceiras, com os papéis bem definidos, onde não se pratica a exigência e sim a proposta, o acordo. A família pode sugerir encontros para a escola, não ficando presos somente às reuniões formais, pois além de ser um bom momento para consolidar a confiança, podem discutir juntos acerca dos seus papéis. A escola pode estimular a participação dos pais, procurando conhecer o que pensam e fazem e obtendo informações sobre a criança.

Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

Pesquisando...




A participação da família e da escola na educação da criança.

A família e a escola formam uma equipe. É fundamental que ambas sigam os mesmos princípios e critérios, bem como a mesma direção em relação aos objetivos que desejam atingir.
Ressalta-se que mesmo tendo objetivos em comum, cada uma deve fazer sua parte para que atinja o caminho do sucesso, que visa conduzir crianças e jovens a um futuro melhor.
O ideal é que família e escola tracem as mesmas metas de forma simultânea, propiciando ao aluno uma segurança na aprendizagem de forma que venha criar cidadãos críticos capazes de enfrentar a complexidade de situações que surgem na sociedade.
Existem diversas contribuições que tanto a família quanto a escola podem oferecer, propiciando o desenvolvimento pleno respectivamente dos seus filhos e dos seus alunos. Alguns critérios devem ser considerados como prioridade para ambas as partes. Como sugestões seguem abaixo alguns deles:

Família

• Selecionar a escola baseado em critérios que lhe garanta a confiança da forma como a escola procede diante de situações importantes;
• Dialogar com o filho o conteúdo que está vivenciando na escola;
• Cumprir as regras estabelecidas pela escola de forma consciente e espontânea;
• Deixar o filho a resolver por si só determinados problemas que venham a surgir no ambiente escolar, em especial na questão de socialização;
• Valorizar o contato com a escola, principalmente nas reuniões e entrega de resultados, podendo se informar das dificuldades apresentadas pelo seu filho, bem como seu desempenho.

Escola


• Cumprir a proposta pedagógica apresentada para os pais, sendo coerente nos procedimentos e atitudes do dia-a-dia;
• Propiciar ao aluno liberdade para manifestar-se na comunidade escolar, de forma que seja considerado como elemento principal do processo educativo;
• Receber os pais com prazer, marcando reuniões periódicas, esclarecendo o desempenho do aluno e principalmente exercendo o papel de orientadora mediante as possíveis situações que possam vir a necessitar de ajuda;
• Abrir as portas da escola para os pais, fazendo com que eles se sintam à vontade para participar de atividades culturais, esportivas, entre outras que a escola oferecer, aproximando o contato entre família-escola;
• É de extrema importância que a escola mantenha professores e recursos atualizados, propiciando uma boa administração de forma que ofereça um ensino de qualidade para seus alunos.

A parceria da família com a escola sempre será fundamental para o sucesso da educação de todo indivíduo. Portanto, pais e educadores necessitam ser grandes e fiéis companheiros nessa nobre caminhada da formação educacional do ser humano.
Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Refletindo sobre a leitura

Vamos dançar? O patinho


EU TENHO UM PATINHO LÁ EM CASA
QUE ME ENSINOU A DANÇAR
UM PULINHO PRA CÁ
UM PULINHO PRA LÁ
BAMBOLEIO
UM PULINHO
TCHÁ TCHÁ TCHÁ
QUA QUA QUA

Letra de música a pedido das gurias de Pacajús.

OH VÍBORA DA CRUZ
POR AQUI QUERO PASSAR
POR AQUI EU PASSAREI
UMA CRIANÇA DEIXAREI

PASSE POR AQUI
PASSE POR ALI
A DE DIANTE CORRE MUITO
E A DE TRAZ FICARÁ

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A roda do ônibus



A roda do ônibus roda, roda, roda, roda
A roda do ônibus roda, roda pela cidade

A porta do ônibus abre e fecha, abre e fecha, abre e fecha
A porta do ônibus abre e fecha pela cidade.

Os passageiros sobem e descem, sobem e descem,sobem e descem
Os passageiros sobem e descem pela cidade.

O neném faz nhé, nhé, nhé, nhé, nhé, nhé
O neném faz nhé, nhé, nhé pela cidade.

A mamãe faz xiii, xiii, xiii, xiii, xiii
A mamãe faz xiii, xiii, xiii pela cidade

A buzina faz bi, bi, bi, bi, bi, bi
A buzina faz bi, bi, bi pela cidade.

Música: Boneca de lata



Minha boneca de lata bateu a cabeça no chão
Levou mais de uma hora pra fazer a arrumação
Desamassa aqui pra ficar boa

Minha boneca de lata bateu com o nariz no chão
Levou umas duas horas pra fazer a arrumação
Desamassa aqui, desamassa ali pra ficar boa

Minha boneca de lata bateu com a barriga no chão
Levou umas três horas pra fazer a arrumação
Desamassa aqui, desamassa ali, desamassa aqui pra ficar boa

Minha boneca de lata bateu o bumbum no chão
Levou umas quatro horas pra fazer a arrumação
Desamassa aqui, desamassa ali, desamassa aqui,desamassa ali pra ficar boa

Minha boneca de lata bateu o joelho no chão
Levou umas cinco horas pra fazer a arrumação
Desamassa aqui, desamassa ali, desamassa aqui,desamassa ali,desamassa aqui pra ficar boa

Vamos cantar...


JACARÉ
Sou o jacaré, sou o jacaré
ninguém quer brincar comigo
então vou dar no pé.
Ele é o jacaré, ele é o jacaré
escondam a barriga e o dedão do pé.

PINTINHO AMARELINHO
Meu pintinho amarelinho
Cabe aqui na minha mão, ma minha mão
Quando quer comer bichinho com seu pesinhos ele cisca o chão

Ele bate as asas, ele faz piu-piu
Mas tem muito medo é do gavião.
Ele bate asas, ele faz piu-piu, mas tem muito medo é do gavião.

Casinha


FUI MORA NUMA CASINHA
Fui morar numa casinha, nhá
Infestada, da de cupim, pim, pim
Saiu de lá, lá uma lagartixa, xá
Olhou pra mim, olho pra mim
E fez assim...

Fui morar numa casinha, nhá
Infestada, da de cupim, pim, pim
Saiu de lá, lá uma princesinha, nhá
Olhou pra mim, olhou pra mim
E fez assim...

Pula sapinho...


O SAPO
O sapo não lava o pé, não lava porque não quer, ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer, MAS QUE CHULÉ!!!!!

SAPO CURURU
O sapo cururu
Na beira do rio
Quando o sapo treme, ó maninha
É porque tem frio.

A mulher do sapo
Teve estar lá dentro
Fazendo rendinha, ó maninha
Pro seu casamento.

A canoa virou



A canoa virou, por deixar ela virar
foi por causa da(o)........................,que não soube remar.
Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar
eu tirava a (o).................., lá do fundo do mar.

Para acolhida: Dona aranha


DONA ARANHA
A dona aranha subiu pela parede
Veio a chuva forte e a derrubou
Já passou a chuva e o sol já vem surgindo
E a dona aranha continua a subir

Ela é teimosa e desobediente sobe,sobe, sobe
Nunca esta contente.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Volte sempre!


De ollho na Gripe...

Relembrando um pouquinho sobre Piaget...



PIAGET – UM “EINSTEIN” NA PEDAGOGIA

Como biólogo, analisou o desenvolvimento a partir desta perspectiva, buscando relacionar e criticar as explicações dos desenvolvimentos orgânicos e os do comportamento, apresentando o processo de fenocópia como capaz de explicar estas relações entre o orgânico e o meio.
Como psicólogo, questionou a própria psicologia, vinculando uma visão de evolução e adaptação biológica e seus “mecanismos comuns” com as explicações psicológicas da adaptação geral e intelectual.
Como epistemólogo, buscou a solução para a questão de “como é possível alcançar o conhecimento”, como se passa do não saber para o saber, compreender explicar, através da interação entre organismo e meio.
É necessário, entretanto, ter clareza na interpretação do que é entendido como conhecimento, meio, interação, assim como de outros tantos termos referidos por ele, cujo significado diverge em muito do senso comum e tem ocasionado inúmeras críticas a sua teoria, tais como, a não valorização do social, do afetivo, do requisito de “adaptar” indivíduo ao meio, deste meio ser constituído de objetos, ...
“Fenocópia é uma convergência entre o resultado de uma adaptação (fenotípica) e uma mutação (genotípica) que vem a substituí-lo e que geralmente se explica mediante a intervenção de processos gênicos”. (Adapt. Vital e psicol. da intel. p. 03)

Aprendizagem segundo Piaget

Não enfatiza o conceito usual de aprendizagem: “Modificação do comportamento resultante da experiência”, por considerar que esta definição traz idéia de dependência passiva do meio ambiente, e que para eles, na assimilação organismo se impõe ao meio. Piaget prefere falar em “aumento do conhecimento” que ocorre assim: Só há aprendizagem (aumento de conhecimento) quando o esquema da assimilação sofre acomodação.
Na tentativa de responder à questão “Como tem origem e evolui o conhecimento”, Piaget investiu mais de 50 anos de pesquisa. Seu interesse epistemológico foi aos poucos configurando um trabalho também psicológico, pois embora o objeto de seu estudo fosse o conhecimento, a necessidade de abordar a gênese deste conhecimento levou-o a um outro objeto de estudo: o desenvolvimento da criança.
A maneira pela qual orientou esta pesquisa nos leva a perceber três momentos diferentes na construção de seu trabalho, cada um desses momentos associado a um modelo psicogenético.
Por volta de 1923/4 Piaget dedicou-se a analisar os protocolos de observação de seus filhos, feitos por sua esposa e assistente Jacqueline Chatenay. Nesta época, ele estuda o pensamento através da linguagem e conclui sobre a íntima relação desses dois processos.
De 1932 em diante, Piaget constrói o mais completo de seus modelos psicogenéticos. Neste momento, ele estuda paralelamente o desenvolvimento cognitivo, o julgamento moral e a linguagem e consegue perceber a relação entre as estruturas cognitivas e o desenvolvimento social. Piaget aborda a competência moral, que á compreensão do caráter consensual das regras sociais, na relação com a competência cognitiva, que implica na capacidade de lidar com idéias abstratas e as relaciona com a competência lingüística, que é a capacidade de expressar essas idéias, regras e sentimentos.
A partir de 1940, entretanto, Piaget passa a dedicar-se ao seu terceiro modelo psicogenético, voltando a estudar exclusivamente a cognição, seu interesse inicial.
Foi a partir deste interesse que surgiram então o estudo do Desenvolvimento cognitivo e seus Estágios (Sensório-motor, Pré-operatório, Operatório concreto e Operatório formal).

Desenvolvimento Infantil



O que podemos estimular e qual a reação que a criança apresenta na idade:
1 mês - Coloque ao alcance das mãos do bebê brinquedos ou objetos com texturas e formas diferentes.
Reage ao cheiro e à voz da mãe.
2 meses - Estimule o bebê a alcançar objetos macios.
De bruço, levanta a cabeça.
3 meses - Faça cócegas no bebê para provocar risadas.
Começa a descobrir as mãozinhas.
4 meses - Brinque muito com o bebê, principalmente batendo palmas.
Começa a rir.
6 meses - Toque o seu bebê e deixe qe ele toque você. Ele vai adorar!
Já senta, apoiado em almofadas.
8 meses - Fale o nome das partes do corpo e peça para ele repetir.
Se você bater palmas, tentará imitá-lo.
10 mese - Brinques com blocos; ele tentará fazer uma torre.
Conhece seus brinquedos favoritos.
12 meses - Enquanto você lê para ele, aponte os objetos do livro e diga seus nomes. Consegue andar segurado pela mão.
2 anos - Se locomove com facilidade, fala frases ainda que não corretamente.
Leve ao parque, ele vai adorar.
3 anos - Com curiosidade aguçada acham o mundo muito divertido.
Estimule seu filho a interagir com outras crianças.
4 anos - Se interessam muito pelas relações dos adultos, pais e mães, filhos e pais e filhos e mães.
Gosta de falar da família e suas histórias.
5 anos - Linguagem e pensamento em pleno desenvolvimento ativo.
Oportunidade de associar palavras e quantidades.
6 anos - Encantamento e marca para o igresso do mundo da leitura e escrita. Aprecia brincar com livros, jornais e revistas.

Lá vem o pato...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

É diversão na sala de aula!

Música na Educação Infantil

Refletindo sobre o ensino de História, Geografia e Ciências



Indicadores de Qualidade

Ambiente educativo – respeito, alegria, amizade,disciplina, solidariedade.
Prática pedagógica – reflexão coletiva sobre a proposta da escola e o uso do livro.
Avaliação – avaliação dos alunos, da escola e dos profissionais.
Acesso e permanência do sucesso – Quem são nossos alunos? Como interagem com os livros? Qual é o envolvimento da família com os livros?

Ação Pedagógica em Geografia
Dinamizar:
A organização da Sociedade e da Natureza
Produção do Espaço
Transformação e Modificação da Natureza lugar, paisagem,natureza e território.
Habilidades: observação, descrição, representação espacial, análise e síntese.


Atividades com os alunos

Leitura e escrita – contato com textos informativos e literários. Buscar informações, pesquisar, formular perguntas, comunicar idéias –Conceitos que poderão ser registrados com desenhos e/ou escrita.

Trabalho com imagens e mapas – ler e interpretar a linguagem dos símbolos gráficos como: fotos aéreas, mapas, tabelas e gráficos.

Leitura de mapas – ponto de referência, escala(distância), legenda(representação cartográfica - símbolos)
Leitura de fotos – registro da memória coletiva.
Imagem – complementa a informação, conhecimento da temática, desenvolvendo comparações.


A História ontem e hoje

Abordagem,memorização de fatos históricos e datas comemorativas.
Ponto de partida: a história de vida da criança e linha de tempo.
Construção de cidadania a partir do conhecimento histórico.
Trabalhos com calendários.

Ação com os alunos em História

Habilidades - observação, investigação, análise, síntese.

Considerações - questões sociais, noções essenciais do pensamento histórico, temporalidade, bens culturais.

Leitura e escrita – conceitos que precisam ser registrados.
Fontes documentais – fotos, gravuras, pinturas,objetos com significado histórico.
Relatos históricos
Leitura de mapas
Leitura da imagem

Ação Pedagógica em Ciências

Ponto de partida – situações-problema capazes de gerar reflexão - conhecimento prévio(senso comum)
Perguntas para condução do ato de pensar
Habilidades: observação, análise, investigação, elaboração de hipóteses
Trabalho com experimentos
Leitura
Leitura da imagem
Escrita – registro de conceitos e experimentos.

Ação com o aluno

Leitura
Escrita
Concepções científicas através: conversa, desenho,produção textual
Desenvolvimento da curiosidade
Observação dos fenômenos
Reflexão
Pesquisa

Semana da Pátria


Oi pessoal.
Encontrei este material no "Cantinho Lúdico".
É maravilhoso! Parabéns!

Vale a pena conferir...


PROJETO SEMANA DA PÁTRIA

Justificativa

A comemoração da “Semana da Pátria” é indispensável em nossas escolas, pois proporciona ao professor oportunidade de:
• Formar na criança o conceito de Pátria
• Despertar o sentimento de patriotismo
• Formar atitude de respeito aos símbolos do Brasil
• Desenvolver a compreensão do passado histórico e da significação da data “sete de Setembro”]

Objetivos:

• Incentivar o amor à Pátria
• Compreender a razão dos festejos da Semana da Pátria
• Reconhecer a Bandeira como símbolo da Pátria
• Conhecer o fato mais importante da História do Brasil
• Valorizar a escola como participante de grandeza da Pátria

Atividades:

Conversas e discussões sobre:

• O que é a Pátria
• O que aconteceu no dia 7 de setembro
• A figura de D. Pedro I
• Os símbolos da Pátria
• O grito da Independência
• A vida no Brasil antes e depois da Independência

Produção de texto:

• À vista de gravuras alusivas à data usar o tema “Eu amo minha Pátria”
• Elaboração de frases referentes à pergunta: - Por que gosto do Brasil?

Planejamento e relatórios sobre:

• O que vamos fazer na Semana da Pátria
• Como vamos desfilar
• O que aprendemos na Semana da Pátria

Culminância

• Os alunos confeccionam chapéus ou viseiras com as cores da Bandeira do Brasil e desfilam pelo pátio ou ruas do bairro acompanhados com fanfarra ou bandinhas.
• Poderão levar também balões verde e amarelo
• Exposição “Verde-amarela” de todos os trabalhos realizados durante o projeto.

CORO FALADO - INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Apresentador:

Hoje é aniversário da nossa Independência.
Vamos hoje festejar

Todos

Parabéns, pátria querida!
É o Brasil no coração da nossa gente.

1º Grupo

É o amor à terra, nossa terra.
E chega a liberdade!

2º Grupo

Brasil do 7 de setembro
Das margens do Ipiranga,
Do grito de Pedro I
Que o Brasil libertou

Todos

Independência ou Morte!

Apresentador

Assim, o Brasil passou a ser livre.
Hoje caminha, rumo ao progresso, graças ao trabalho dos seus filhos.

Grupo - Índio

Fui o primeiro habitante
E vi a chegada de Cabral
Sou índio brasileiro
E vi o Brasil nascer

Grupo – Negro
Do meu trabalho
O Brasil prosperou
E a cada dia
Maior ficou

Grupo – Bandeirante
Fundei cidades
Descobri riquezas
Eu sou o bandeirante
Que o Brasil engrandeceu

Todos

Índio, negro e branco sempre estaremos juntos trabalhando para a grandeza do Brasil

Todos cantam:
(Música do Parabéns pra você)

Parabéns vamos cantar
Em louvor ao Brasil
A sua independência
Vamos juntos festejar


TEATRINHO DA INDEPENDÊNCIA

Fonte: Cantinho Lúdico

História da Independência do Brasil

Era uma vez um principezinho que veio de uma terra muito distante chamado Portugal para morar no Brasil com sua família. Este príncipe era chamado de Pedrinho. Ele era um menino inteligente, corajoso e muito amoroso.

O povo brasileiro gostava muito dele, por isso quanto sua família teve que regressar para Portugal com urgência, os brasileiros fizeram uma baixo-assinado e foram as ruas pedir que Pedro permanecesse aqui. O povo clamava:

-Fica Pedro! - Fica Pedro! - Fica Pedro! -Fica Pedro!

O príncipe vendo aquela multidão de brasileiros pedindo que ele ficasse, respondeu:

- Se for para o bem de todos e felicidade geral da nação, eu fico.

Os brasileiros ficaram super contente e comemoram sua primeira vitória:

- Viva! Viva! Viva! Viva!

O tempo passou e um dia a princesa Leopoldina recebeu uma carta do pai de Pedro, que era rei de Portugal. Ao ler a carta ela chamou seu conselheiro José Bonifácio e disse:

- José, a corte portuguesa exige que Pedro volte imediatamente para Portugal.

Naquele mesmo instante José Bonifácio teve uma idéia.

- Alteza, escreva uma mensagem a vosso marido, peça que proclame a Independência do Brasil imediatamente.

A princesa mais que depressa escreve uma carta e manda o mensageiro entregar a Pedro.

-Vá rápido, encontre o príncipe Pedro e entregue esta carta a ele.

O mensageiro encontrou o príncipe perto do Riacho Ipiranga, descansado com sua cavalaria.

-Vossa alteza, eis uma mensagem da princesa Dona Leopoldina.

Ao ler a mensagem Pedro diz aos soldados.

-Soldados, a corte portuguesa quer nos escravizar. Laços fora, guerreiros! A partir de hoje não serviremos mais a Portugal. Ou o Brasil fica livre ou morremos por ele.

Independência ou Morte!

Todos os soldados gritaram em um só coro:

-Independência! Independência! Independência!

A partir daquele dia raiava a liberdade no horizonte do Brasil. Nosso país tinha ficado livre de Portugal.
E hino brasileiro agora poderia ser cantado em todas as redondezas com mais força e garra.




Autora: Bernadete Sena de Santana

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Fico feliz pela visita! Volte sempre!




Explorando letras


Atividade Temática:
Registrando (Letras)

O alfabeto é um conhecimento social, deve ser apresentado à criança.
A cada apresentação utilizar uma produção concreta.
A – árvore genealógica da família, avião de garrafa pet para pendurar na sala de aula.
E – música do elefante, o animal de rolinho ou balão, produzir um livro com a música “o elefante queria voar”.
I – ioiô com a letrinha na lateral.
O – ônibus de caixa de papelão ou caixa de leite.
U – história de Cachinhos Dourados, filme Irmão Urso.
Vogais – bingo, dominó de letra e desenho, ditado ilustrado, ditado relâmpago, memória, trilha, caça ao tesouro, garrafas pet com a letra na frente e dentro palavras ou objetos que iniciem com a letra.

Gurias.
Os exemplos acima servem para todo o alfabeto, não só vogais.
O alfabeto deve ser apresentado como um todo, em vários tipos de letras, e a abordagem não precisa ser na ordem alfabética. O importante é tê-lo na sala e explorar de acordo com a temática do planejamento.

Trabalhando com a abordagem "Conhecer"


Atividade Temática: Conhecer

Trabalhar preferências nos brinquedos
Combinar o dia do brinquedo
Caixa da novidade
Varal de roupas – trabalhando quantidade, masculino e feminino, cores, etc.
O uniforme da escola
Corpo – contorno do corpo, vestir o boneco com o uniforme, escolher um nome, nomear partes do corpo.
Produzir uma carteira de identidade para as crianças
Trabalhar com a certidão de nascimento
Eu – trabalhar com espelho, álbum de fotografias, preferências, pesquisar se a mãe guardou a roupinha de recém nascido para mostrar ao grupo.
Família – álbum dos principais acontecimentos, passeios que a família costuma fazer, produção de livro, poesias, músicas,texto coletivo, escrita do nome dos membros da família, linha de tempo.
Escola – trabalhar o nome da escola, o uniforme, o símbolo,agenda, trajeto, maquete, o que devemos levar na mochila, criar slogan, reconhecer as dependências da escola, a função de cada funcionário, criar uma bandeira.
Casa – tipos de casa (construir com sucata), endereço e telefone, trabalhar com encartes de lojas de móveis montando sua casa numa caixa de sapatos ou camisa, histórias de livros e fantoches.
Bairro – nome do seu bairro, localização do bairro da escola, pontos turísticos, fazer pesquisa sobre a origem do nome do bairro, descobrir se há algum artista no bairro, nome da rua da escola.

Pessoal
Caso queiram que detalhe alguma das propostas, é só pedir...
Beijos

Sugestões para prática de sala de aula


Atividade Temática:
Virei bicho (Animais)
Montar fazendinha na sala - utilizar figuras de livros mais antigos, recortar e colar na caixa de fósforo, o cercado de palitos de picolé ou gravetos.
Maquete de zoológico
Pescaria - com peixinhos feitos de caixa de leite, anzol de clips aberto, vara de palito de churrasco.
Dobradura
Livro de histórias
Produção de álbum
Alfabeto dos animais - Ex: A de abelha, B de borboleta, C de cachorro,...
Memória - com figuras de livros didáticos que não estão no novo acordo ortográfico.
Dominó - as crianças produzem recortando livros e revistas.
Bingo com a letra inicial do nome do animal
Construção de sucata com a moradia de cada animal trabalhado
Quebra-cabeça
Dramatizações
Desfile de fantasias - feitas de folha de jornal (espadas, chapéus, capas).
Máscaras com pratos de papelão
Produção do animal com sucata
Produção do animal com balão

Trabalhando o Livro didático na Educação Infantil


Quando escolhemos um livro, escolhemos muito mais do que atividades para serem realizadas. Escolhemos uma metodologia, um novo olhar, um caminho...
Mas não um caminho em si mesmo, o livro é o registro das conquistas práticas.


O professor tem que estudar e se apaixonar pelo material, desenvolver projetos compatíveis, planejar datas comemorativas no contexto do material e acima de tudo, CRIAR.
Na educação infantil a prática educativa precisa ser contextualizada, tornando a aprendizagem significativa e desafiadora.

Oficina em Ipú


Pessoal
Um abraço muito carinhoso ao grupo de Educação Infantil de Ipú!
A oficina foi show! Vocês produziram maravilhas...
Utilizem com carinho. Ah! Não esqueçam o Estimulante Pedagógico. Hehehe...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Visitantes - Que bom ter você aqui!



Oficina de jogos







Que grupo legal! Um grande abraço!

Oficina do Livro didático em Santana do Acaraú


Registrando...
Dançando:
Um passinho cá, um passinho lá
Gosto de cantar e de dançar
Tra lá lá
Calcanhar e ponta
Giro 1,2,3
Até logo!
Olá, muito prazer!
Tra lá lá.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Nova oficina


Olá pessoal
No dia 01/08 estarei realizando oficina sobre o Livro Didático na Educação Infantil em Santana do Acaraú.
Bastante expectativas!
Este texto faz parte do material que será abordado.
Beijos!


LIVRO DIDÁTICO
Para que o livro didático faça parte de um processo educacional com qualidade, o professor não deve usá-lo como uma “cartilha fechada”, mas como um ponto de partida para o desenvolvimento da aprendizagem. A avaliação é do diretor de políticas de material didático da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Marcelo Soares.
Para Soares, qualquer obra sempre traz “limitações”, mas deve ser uma ferramenta orientadora do processo, inclusive para que se adapte às diferentes realidades.
“Ele acaba ajudando o aluno e o professor a compreenderem melhor não só o conteúdo propriamente dito, mas a instrumentalizar a escola para no tratamento desses conteúdos poderem trabalhar a realidade cultural, política, econômica de cada região”, afirmou o diretor em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia.
O representante do ministério acredita que qualquer livro se mostra adequado às diferentes realidades culturais e sociais em que a escola está inserida, desde que os professores não tenham o livro como uma “cartilha fechada”. Segundo ele, durante o processo de seleção dos livros que serão distribuídos à rede pública, o MEC leva em conta se a obra procura apontar sugestões de estudos e atividades complementares que “levem o professor a trabalhar o livro dialogando com a realidade em que ele se situa”.
“É importante que o professor tome o livro didático como uma ferramenta de trabalho, não como o currículo mínimo que ele tem que desenvolver. Ele deve ser um apoio para o bom trabalho. O professor tem condições de ter uma relação de autonomia, de interação, sem subordinação ao livro. E cada vez mais a gente vê experiências muito interessantes em que nossos professores utilizam o livro de maneira criativa, promotora do desenvolvimento cognitivo”, indica.
Fonte: Agência Brasil - 09/07/2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/02/27/materia.2009-02-27.1621412438/view

Refletindo:

Na prática, o professor deve ir além do livro didático, quanto menor a criança, mais concreta e prazerosa devem ser as propostas de atividades.
O livro didático é um veículo de registro de aprendizagem, o ato de aprender, de assimilar o que esta sendo abordado deve ser adquirido antes de trabalhar no livro, isto é, no concreto e prático.
Quanto mais lúdica e prazerosa a exploração do conteúdo, melhor será o resultado.
Devemos estar atentos à exploração dos conteúdos, buscando integrar os objetivos referentes à faixa etária da criança, o projeto escolar, a proposta do livro didático e as expectativas do grupo. É a união destes eixos que facilitarão o processo de aprendizagem na educação infantil.




*Oficina do Livro Didático – Alessandra Caldeira da Costa – Agosto/2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Uma rosa com outro nome


UMA ROSA COM OUTRO NOME

Imagine por um instante que você está visitando um viveiro de plantas. Você percebe uma agitação lá fora e vai investigar. Você encontra um jovem assistente lutando contra uma roseira. Ele está tentado forçar as pétalas da rosa a se abrirem, e resmunga insatisfeito. Você lhe pergunta o quê está fazendo e ele explica: "meu chefe quer que todas essas rosas floresçam essa semana, então na semana passada eu cortei todas as precoces e hoje estou abrindo as atrasadas".

Você protesta dizendo que cada rosa floresce a seu tempo, é absurdo tentar retardar ou apressar isso. Não importa quando a rosa vai desabrochar - uma rosa sempre desabrocha no momento mais oportuno para ela. Você olha novamente a rosa e percebe que ela está murchando, mas quando você o alerta, ele responde: "Ah, isso é mau, ela tem desabrochamento congênito. Vamos ter que chamar um especialista". Você diz: "Não, não! Foi você quem fez a rosa murchar! Você só precisaria satisfazer as exigências de água e luz da planta e deixar o resto por conta da natureza!" Você mal consegue acreditar no que está acontecendo. Por que o chefe dele é tão mal informado e tem expectativas tão irreais em relação às rosas?

Essa cena nunca teria se passado em um viveiro, é claro, mas acontecem todos os dias em nossas escolas. Professores pressionados por seus chefes seguem calendários oficiais que exigem que todas as crianças aprendam no mesmo ritmo e do mesmo jeito. No entanto as crianças não diferem das rosas em seu desenvolvimento: elas nascem com a capacidade e o desejo de aprender, e aprendem em ritmos diferentes e de modos diferentes. Se formos capazes de satisfazer suas necessidades, proporcionar um ambiente seguro e propício e evitar nos intrometer com dúvidas, ansiedades e calendários arbitrários, aí então - como as rosas - as crianças irão desabrochar cada uma a seu tempo.

Meu coração gela quando penso nas crianças classificadas como 'ADHD' (sigla norte-americana para 'distúrbio de hiperatividade e falta de atenção'), o mais novo tipo de "distúrbio de aprendizagem". Muitos educadores e pesquisadores acreditam que as crianças e suas famílias tenham sido cruelmente enganadas por essa classificação. O Dr. Thomas Armstrong, que já foi especialista em dificuldades de aprendizagem, mudou de profissão quando começou a ver "como essa noção de distúrbios de aprendizagem estava prejudicando todas as nossas crianças, colocando a culpa da dificuldade de aprender em misteriosas deficiências neurológicas, em vez de apontar para as tão necessárias reformas em nosso sistema educacional". O Dr. Armstrong voltou-se então para o conceito de diferenças de aprendizagem e escreveu "In Their Way" ("Do modo deles"), um guia prático e fascinante para os sete "estilos pessoais de aprendizagem" inicialmente propostos por Howard Gardner, psicólogo da Universidade de Harvard. O Dr. Armstrong nos instiga a abandonar rótulos convenientes, mas nocivos tais como "dislexia" e nos ater ao problema real do "disensino". Ele adverte que "nossas escolas estão desvalorizando milhões de crianças ao taxá-las de insuficientes quando na realidade elas estão sendo incapacitadas por métodos de ensino ruins".

Como Armstrong explica, "as crianças são sobrecarregadas com diagnósticos tais como dislexia, disgrafia, discalculia e assim por diante, dando a impressão de que sofrem de doenças muito raras e exóticas. Embora o termo dislexia seja apenas uma expressão latina para 'dificuldade com palavras', centenas de testes e programas se propõem a identificar e tratar tais 'disfunções neurológicas'. Mas os médicos ainda não conseguiram determinar qualquer tipo de lesão cerebral detectável na maior parte das crianças com esses assim chamados sintomas. Parece evidente para mim, depois de quinze anos de pesquisa e prática no campo da educação, que nossas escolas são as principais culpadas pelo fracasso e pelo tédio enfrentado por milhões de crianças..."

As classificações de distúrbios de aprendizado seriam "as novas roupas do imperador" das escolas? Os filósofos têm um recurso interessante chamado "Navalha de Occam", um expediente prático para liquidar com teorias absurdas: "para resolver um problema, deve-se escolher a teoria mais simples que explique os fatos". Quais são os fatos? É fato que muitos escolares, principalmente do sexo masculino, têm dificuldades de aprendizagem. Mas também é fato que existem centenas de milhares de crianças no mundo, meninos e meninas, entre os quais esse defeito "genético" está ausente: são as crianças escolarizadas em casa. Nesse grupo, praticamente não existem dificuldades de aprendizagem, exceto nas crianças que estão ha pouco tempo na escola.

Se os "distúrbios de aprendizagem" estão presentes apenas no ambientes escolares e ausentes em outros lugares, o problema deve estar no ambiente de aprendizado das escolas e não em algum "distúrbio neurológico" misterioso e não-detectável das crianças, ou estariam igualmente presentes nas crianças escolarizadas em casa. Afinal não é segredo que as escolas não estão conseguindo cumprir sua tarefa: em muitas regiões, os níveis de alfabetização na verdade caíram e não chegaram a atingir os níveis prévios à existência de escolas públicas (nos Estados Unidos). Quando John Gatto, eleito Professor do Ano do Estado de Nova York, chama a escolarização obrigatória de "sentença de doze anos de prisão", percebemos que algo está muito errado e que o erro não é das crianças.


Será que as classificações de "hiperatividade", "fobia escolar" e "dificuldade de aprendizagem" não são uma cortina de fumaça para a incapacidade da escola de entender e aceitar o verdadeiro processo de aprendizagem? Uma especialista do porte de Mary Poplin, ex-editora de uma revista sobre distúrbios de aprendizagem ('Learning Disabilities Quarterly'), concluiu recentemente que "apesar de toda a pesquisa quantitativa... não há provas de que os distúrbios de aprendizagem possam ser identificados objetivamente... as tentativas de se estabelecer critérios objetivos para avaliar problemas humanos são uma ilusão que serve para encobrir nossa incompetência pedagógica". O educador John Holt relata em 'Teach Your Own' ('Ensine a Si Mesmo') que o presidente de uma importante associação para tratamento de distúrbios de aprendizagem admitiu que há "poucas provas para confirmar os diagnósticos de distúrbios de aprendizagem". John Holt alerta os pais de crianças em idade escolar para serem "extremamente céticos em relação a qualquer coisa que as escolas e seus especialistas digam sobre a condição e as necessidades de seus filhos". Acima de tudo, eles devem compreender que é quase certo que a própria escola, com todas as suas fontes de tensão e ansiedade, esteja causando as dificuldades e que o melhor tratamento provavelmente seja tirar o filho da escola de uma vez por todas.


As famílias que fazem isso ficam aliviadas ao descobrir que seus filhos recuperam o interesse que tinham pelo aprendizado quando eram mais novos. Ao contrário dos professores escolares, que têm apenas uma visão parcial de várias crianças a cada ano, os pais que ensinam em casa observam o aprendizado de uma única criança ao longo de vários anos, aprendendo assim a respeitar o estilo singular de aprendizado de cada filho, a confiar na escala de horários individual da criança e a reconhecer que os erros são um componente normal e passageiro do processo de aprendizado de qualquer pessoa. ( Não há pressa, de qualquer forma: muitas crianças escolarizadas em casa que começaram a ler aos 10 ou 12 anos saíram-se muito bem na faculdade).

Essa atitude de descontração dos pais que ensinam em casa mantém intacto o valor próprio da criança, torna as classificações insignificantes e permite que o aprendizado seja tão fácil quanto entre os pré-escolares: crianças escolarizadas em casa costumam superar aquelas que freqüentam a escola em termos de desempenho acadêmico, socialização, confiança e auto-estima. John Gatto afirma que "em termos de capacidade de pensar, as crianças escolarizadas em casa parecem estar de cinco a dez anos adiante daquelas que freqüentam a escola".


Durante alguns anos John Holt desafiou várias escolas a "explicar a diferença entre uma dificuldade de aprendizagem (que todos nós temos uma vez ou outra) e um distúrbio de aprendizagem". Ele perguntou aos professores como eles distinguem entre causas inerentes ao sistema nervoso do aluno e fatores externos - o ambiente escolar, o modo de explicar do professor, o professor em si ou o material didático. Ele relata: "nunca recebi uma resposta coerente a essas perguntas... [ainda assim] essa distinção é tão fundamental que não sei como podemos falar de modo construtivo sobre os problemas de aprendizagem de uma criança sem ela". Mas como os professores têm tanta certeza da existência tão disseminada de distúrbios neurológicos? Talvez eles estejam apenas confundindo causa e efeito: como John Holt observa, "os professores dizem que deve ser difícil ler, ou não haveria tantas crianças com dificuldade de ler". John Holt argumenta que "as crianças têm dificuldade de ler por que partimos do pressuposto de que ler é difícil... com nossa preocupação, 'simplificação' e pedagogia, tudo o que conseguimos é tornar a leitura cem vezes mais difícil para a criança do que deveria ser... quando estamos nervosos ou com medo temos dificuldade, ou ficamos mesmo impossibilitados, de pensar e até de perceber... quando amedrontamos as crianças, bloqueamos totalmente seu aprendizado".

De fato, algumas pesquisas mostram que as expectativas do professor sobre a capacidade de aprendizado da criança influenciam muito o seu desempenho acadêmico. Outras pesquisas mostram a relação entre a ansiedade da criança e sua dificuldade de percepção - e ainda que o alívio da ansiedade (e o tratamento de alergias alimentares, quando elas existem) reduz em muito a incidência dessas dificuldades. Mas não precisamos que especialistas e pesquisadores nos digam o quê está errado. Precisamos apenas ouvir as próprias crianças, que está há anos tentando expressar sua dor, frustração, confusão e raiva. Quando as crianças se voltam para as drogas, automutilação e suicídio são evidentes que estão tentando nos comunicar algo muito importante.


Será que as dificuldades de aprendizagem são mesmo uma reação compreensível de crianças normais obrigadas a conformar-se às condições anormais das salas de aula convencionais? Em outras palavras, será que as escolas são incapazes de perceber a diferença entre simples relatos de erros de aprendizagem passageiros, agravados pelo estresse, e uma conclusão científica? Embora as supostas anomalias neurológicas nunca tenham sido identificadas, não é difícil detectar condições anormais no ambiente escolar: competitividade feroz, inatividade física (particularmente difícil para os meninos), matérias fragmentadas que têm pouca relação com os interesses e as experiências individuais da criança, freqüentes avaliações e questionamento do progresso do aprendizado, falta de tempo para o convívio familiar, pouca oportunidade de conhecer pessoas de outras idades, falta de sossego para a privacidade e a reflexão, pouca oportunidade de receber a atenção exclusiva dos professores, desencorajamento a compartilhar idéias e trabalho com os colegas de classe (uma oportunidade valiosa sendo desperdiçada), crianças frustradas caçoando das outras, o desencorajamento de atitudes de auto-valorização e acima de tudo a indignidade de ser um incapaz, uma "não-pessoa", cujas necessidades legítimas e as tentativas de expressar essas necessidades são abafadas pela defensiva institucional. Todas essas dificuldades podem ser evitadas com a escolarização domiciliar - desde que o governo permita autonomia suficiente.


Classificações são incapacitantes, porque as crianças acreditam no que lhes dizemos. Se tivermos que classificar algo, que seja o ambiente de ensino e não o aluno: em vez de "criança hiperativa", vai nos preocupar com as escolas "restritivas de atividade"; em vez de alunos com "falta de atenção", deveríamos pensar nas aulas com "falta de inspiração"; em vez de "criança com fobia escolar" deveríamos usar palavras mais honestas como "ansiosa" e "amedrontada", e tomar mais cuidado ao pesquisar o motivo da ansiedade. Usando a Navalha de Occam, vamos procurar a teoria mais simples que explique os fatos e não a mais complicada e obscura. Um ambiente estressante, punitivo e ameaçador são mais do que suficiente para explicar os problemas de aprendizagem. Não precisamos nos confundir com termos técnicos, teorias sem comprovação científica e bodes expiatórios para preservar uma instituição social que falhou com nossos filhos.


Como devemos agir então? Norman Henchey, professor da Universidade MacGill, recomenda "repensar totalmente a escolarização compulsória". Norman Henchey defende a volta à escolarização em casa e a "outras vias de amadurecimento... programas de formação de aprendizes, serviços de ensino formais e informais, serviço público". Talvez assim possamos honrar o estilo individual de aprendizado de cada criança e, como pede o Dr. Armstrong, "dar às crianças a motivação de que necessitam para se sentirem seres humanos competentes e bem-sucedidos". As crianças nasceram para aprender. Elas merecem ter um ambiente de ensino seguro e estimulante, onde possam aprender em uma atmosfera de paciência, respeito, delicadeza e confiança, sem ameaças, coerção ou cinismo. Como Einstein nos alertou muitos anos atrás, "é um grave erro acreditar que o prazer de observar e pesquisar possam ser incutidos pela coerção".

Toda criança é uma criança bem-dotada.

por Jan Hunt, Psicóloga Diretora do "The Natural Child Project”

Metodologia - na teoria ou na prática?

Um edifício chamado conhecimento.

O mestre sabe tudo

Filósofos e pesquisadores procuram explicar, de diferentes maneiras, como o ser humano atinge o conhecimento, como adquire a linguagem, desenvolve o pensamento.
Bacon, Locke e Hume, filósofos empiristas, acreditavam que o conhecimento se forma na mente do indivíduo principalmente por meio da informação sensorial: tudo passa pelos sentidos.
Para os empiristas, de início a mente estaria vazia como um espaço em que as experiências poderiam ir sendo impressas. Com base nessas idéias é que se considera a mente da criança uma folha de papel em branco, na qual o professor pode escrever o que desejar. Idéia semelhante é a que compara a mente da criança a uma massa bruta e o professor é um artista capaz de moldar caracteres de acordo com sua vontade.
A forma empirista de pensar tem levado muitos professores a tratar o aluno como aquele que nada sabe, tem a mente vazia, enquanto ele, o professor, é o que sabe o possuidor do saber.
Assim é o mestre que escolhe o que, como e quando ensinar. Ele “dá a matéria”. O aluno recebe.
O conhecimento, desse modo, se torna algo estático, que pode ser estocado e que será transmitido para o aluno, o sujeito passivo.
Como não é possível “despejar” tudo de uma vez, o professor vai ministrando o conteúdo aos poucos, cabendo ao aluno ir armazenando os tópicos recebidos para depois reproduzi-los, principalmente nos exercícios e nas provas.
O ensino, nesse caso, está centrado na palavra e nos símbolos, e não na interpretação, no raciocínio e na compreensão. Ensina-se por meio de perguntas e respostas que devem ser sempre aquelas que o professor espera. Valoriza-se o produto, reforçando-se a repetição, a cópia, a memorização e a fixação de conteúdos.

Uma das mais sérias consequências políticas da aplicação de concepções empiristas na escola tem sido a formação de sujeitos passivos diante dos conhecimentos, dos fatos e da sociedade.
Outro aspecto preocupante é que o ensino torna-se quase sempre cansativo, desestimulador, rotineiro, descontextualizado, isto é, desligado da realidade social, o que pode resultar em massificação, anulação de pensamento divergente e da criatividade.


Capacidades Inatas

Em contraposição à teoria empirista, filósofos racionalistas, como Descartes e Leibniz, afirmavam que o conhecimento é resultante da razão pura. Para eles, nem sempre somos capazes de perceber tudo por meio dos sentidos, pois podemos ter ilusões perceptivas.
Além disso, conhecimentos abstratos, como os conceitos matemáticos, são baseados no raciocínio, e não em informações sensoriais. A capacidade de conhecer seria inata, isto é, o sujeito já nasceria com a capacidade de raciocínio. O conhecimento estaria, portanto, pré-formado na mente.
O professor que adota rigidamente esses conceitos desconsidera as possibilidades de desenvolvimento cognitivo oferecidas pelo meio. Para ele, o aluno nasceu ou não com a capacidade de conhecer.
Na prática, um dos resultados do trabalho pedagógico baseado no racionalismo e no inatismo tem sido condenar ao fracasso os alunos que não demonstram já saber desde os primeiros dias de aula a linguagem, os valores e os conhecimentos prévios considerados corretos e adequados pela instituição escolar.
Como poucos demonstram essa competência, a grande maioria enfrenta dificuldade no processo escolar, principalmente os alunos provenientes das camadas mais pobres da população, quase sempre estudantes de escolas públicas, de periferia ou de zona rural.
Outro aspecto político preocupante é o fato de se manter a formação de uma elite privilegiada que detém o saber e o poder. Com isso, continua-se a oferecer uma escola pobre para os pobres.

Piaget: em busca de sujeitos ativos

Sintetizando concepções empiristas e racionalistas, Jean Piaget tenta explicar o conhecimento como um processo de interação entre o que está fora do indivíduo e o que ocorre dentro dele. O conhecimento é construído e desconstruído a todo o momento.
Piaget demonstra, por exemplo, que numa experiência de despejar um líquido de um recipiente largo para um recipiente estreito, uma criança, utilizando apenas os sentidos, irá dizer que a quantidade de líquido no recipiente estreito é maior. O pensamento de que, se nada foi acrescentado ou derramado, a quantidade continua a mesma, envolve um raciocínio que vai além da percepção sensorial. Para raciocinar sobre a conservação do líquido, não basta ver a ação de despejá-lo de um recipiente para o outro. É preciso também comparar os recipientes e estabelecer uma relação lógica entre a diferença observada e a quantidade de água despejada.
Quando a relação lógica é estabelecida, a criança não sente necessidade de comprovar seu ponto de vista Mas se, ao contrário, ela ainda não compreende logicamente a ação percebida, tem necessidade de realizar inúmeras experiências, para reafirmar sua percepção empírica.

Por uma teoria do conhecimento

O professor que utiliza os princípios de Piaget em seu trabalho considera o aluno como um sujeito ativo, capaz de estabelecer relações lógicas, isto é, capaz de pensar, raciocinar, construir internamente o seu conhecimento, o que requer experiências, vivências, interação da criança com tudo aquilo que ela deseja conhecer. Suas ações devem estar voltadas para a necessidade lógica de antecipar idéias (formular hipóteses), comparar, comprovar percepções, tirar conclusões. Para isso, não basta manipular objetos!
Além da experiência com o concreto, é preciso que a criança pense sobre suas ações, estabeleça relações lógicas. Ao seriar, classificar ou agrupar objetos, por exemplo, ela pode ser incentivada a explicar como pensou o que fez o que aconteceu.
Assim, a prática construtiva está voltada para a operatividade do aluno, isto é, para o desenvolvimento de seu raciocínio. É o mecanismo por meio do qual o sujeito incorpora um conhecimento novo a seus conhecimentos anteriores, utilizando-se de esquemas mentais já construídos e que vão sendo modificados pela assimilação de novos conhecimentos.
Ao interagir com um novo objeto do conhecimento, o indivíduo modifica-se, acomodando suas estruturas, isto é,transforma conceitualmente os objetos e transforma a si mesmo (porque altera seu esquema mental).
Uma criança que ainda não sabe ler, por exemplo, ao interagir com textos não discrimina os sinais gráficos. Todos lhe parecem iguais, ela não relaciona os símbolos com a fala. Conforme vai assimilando percepções e estabelecendo relações lógicas, porém, começa a ver o texto de forma diferente. Agora, o significado do texto é outro, isto é, o objeto foi modificado em seu ponto de vista, e a criança também se modificou, porque tem um novo esquema mental em relação a ele. Já é capaz de estabelecer relações entre sinais gráficos e som da fala, já sabe dar significado ao texto – já sabe ler.


Importância da Psicogênese

Para chegar a esse processo de adaptação em relação ao conhecimento do texto, a criança passa por muitos momentos de dúvida, incerteza, confusão – momentos que Piaget define como conflitos.
A psicogênese serve como ponto de partida, como indicador de interferências e mediações do professor, e não para classificar crianças segundo sua capacidade e desempenho, centrando o trabalho pedagógico quase exclusivamente no desenvolvimento intelectual.
Uma preocupação excessiva com o cognitivo, com o crescimento individual do sujeito, pode desqualificar aspectos fundamentais como a afetividade, a criatividade, o desejo, o prazer, a fantasia e a necessária relação do conhecimento com o contexto sociocultural do sujeito.
A teoria de Piaget oferece ao professor uma compreensão do processo de formação do conhecimento científico e dos limites e possibilidades individuais da criança, mas é preciso levar em conta que as condições de vida, a cultura e o meio social também interferem na forma de perceber e de interpretar a realidade e, portanto, na relação com o conhecimento.
É preciso atenção às possibilidades e limites de aplicação da teoria piagetiana.



Texto retirado da apostila de formação de professores do Colégio Espírito Santo – Bagé, RS – 2005.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Violência na Escola


Olá amigos.
Este texto foi abordado no encontro em Baturité.
Um grande abraço a este grupo que busca desenvolver algo de diferente em suas escolas favorecendo a criticidade do educando.



Texto informativo sobre Violência na Escola:

Pesquisando sobre o tema:

Especialistas reunidos em Espanha defendem que o aumento da violência nas escolas reflete crise de autoridade familiar.

Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo fato de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.

Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas. 'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater. '

As famílias não são o que eram antes e hoje as únicas meio com que muitas crianças contatam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.

Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passa com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa...

'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois.

Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha. Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos’.

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.

A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.

'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.

'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.

Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos’.

'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incomodo. Isso os leva à rebeldia', afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.

Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.
INTERNET: POSTED BY JOÃO MADURO AT 1:31 PM
LABELS: EDUCAÇÃO, ENSINO



Abordagem com Alessandra Caldeira da Costa - Psicopedagoga